Mais de 8 milhões de brasileiros não sabem ler ou escrever

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua:Educação (relativos ao ano de 2025), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade analfabetas.

Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual na taxa nacional, representando uma diminuição de cerca de 592 mil pessoas analfabetas no país. Com uma taxa de analfabetismo de 4,9%, o Brasil alcançou a menor taxa da série histórica iniciada em 2016.

O analfabetismo atinge principalmente a população idosa.Em 2025, eram 4,8 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que representa 58% do total de analfabetos do país. Já a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 a 59 anos de idade foi de 2,6%, indicando que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização.

Abandono escolar

No grupo de jovens de 14 a 29 anos do país, 7,7 milhões não haviam completado o ensino médio em 2025, seja por terem abandonado a escola antes do término dessa etapa ou por nunca a terem frequentado.Desses jovens, 59,8% eram homens e 40,2% eram mulheres. Considerando a distribuição por cor ou raça, 26,4% eram brancos e 72,8% eram pretos ou pardos.

Ao serem perguntados sobre o principal motivo de abandono escolar ou de nunca terem frequentado a escola, os jovens de 14 a 29 anos indicaram, majoritariamente, a necessidade de trabalhar, mencionada por 43% dos entrevistados em 2025.

O segundo motivo mais citado foi não ter interesse em estudar, que alcançou 25,6% dos casos, confirmando a reversão da tendência de queda observada desde 2024. O aumento, de 2 p.p. em relação ao ano de 2023, pode sinalizar um desalinhamento entre as expectativas dos jovens e o modelo educacional.