Um projeto desenvolvido por pesquisadores da USP e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que utiliza modelos estatísticos para estimar resultados e quantificar as chances das seleções na Copa do Mundo, apontou as possibilidades de cada seleção ser campeã. E, será preciso torcer bastante, já que as chances do Brasil faturar o hexa são de 8,3%.
O Previsão Esportiva definiu as probabilidades de cada seleção avançar de fase e conquistar o título, além das estimativas para os confrontos da primeira fase, segundo os modelos estatísticos do projeto. Ao todo, foram 1 milhão de simulações, que trouxeram alguns resultados esperados e outros surpreendentes.
Entre as principais previsões, a simulação enxergou que essa Copa é de seis candidatos, com a Espanha (15,9%) na frente, seguida pela França (14,8%), candidatas da final, e logo atrás um quarteto: Inglaterra, Portugal, Brasil e Argentina. Segundo os dados, o pior pesadelo do Brasil é cair no 16-avos enfrentando a Holanda (a seleção aparece em 31% das simulações), mas se passar às semifinais, sua chance de chegar à final sobe para 55,6%.
A chance de o Brasil levantar a taça de campeão é de 8,3%. A grande favorita é a Espanha, com 15,9%, seguida pela França, com 14,8%. Logo atrás, junto do Brasil, aparecem Inglaterra, Portugal e Argentina, com possibilidades semelhantes.
Em relação à jornada da seleção, o Brasil quase não tropeça na largada: classifica em 95% das simulações. De todas as Copas simuladas, o Brasil não classifica em apenas 4,6% delas. O pior pesadelo é cair logo nos 16-avos — acontece em 32% das vezes. Mas a soma de “chegar pelo menos à semi” é expressiva: mais de 1 em cada 4 Copas o Brasil joga uma semifinal.Nos 16-avos, a Holanda é o adversário com maior probabilidade de enfrentamento (31%). Na final, um duelo europeu: Espanha e França como prováveis adversárias.
As estatísticas apontam que fechar o grupo em 2º dá a maior chance de título (9,3%) — ligeiramente acima de terminar em 1º (8,5%). O modelo explica: o chaveamento da Copa de 2026 pode colocar o 2º de um grupo mais fraco num caminho mais fácil. Terminar em 3º ainda abre a porta (7,1%), mas em 4º a Copa acaba ali.
Das finais mais prováveis entre todas as 995 finais diferentes que apareceram, a mais frequente é Inglaterra x Espanha. A Espanha, aliás, é a “rainha das finais”: aparece em 4 das 5 decisões mais prováveis. A final com Brasil mais provável também é contra ela — a 7ª mais frequente de todas.
O projeto é uma iniciativa de pesquisa e divulgação científica voltada à análise probabilística do futebol. Além de USP e UFBA, reúne especialistas de outras instituições brasileiras e estrangeiras, entre elas a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Neoma Business School.