Ovos de chocolate podem custar até 121% mais do que barras com peso equivalente

A Páscoa deve pesar bastante no bolso do consumidor paulista em 2026. Uma pesquisa do Procon-SP aponta uma grande variação no preço do ovo de chocolate. Um mesmo produto pode custar 121,7% a mais em razão do formato.

Considerando os valores médios coletados na capital, o preço de um tablete e de um ovo de Páscoa (sem brinquedo) equivale, respectivamente, a R$ 131,49 e R$ 291,48 o quilo – diferença de 121,7%.

Já nas prateleiras dos doces, o preço apresenta grande variação entre os comércios. Um Ovo de Páscoa de 204g foi encontrado com preços de R$ 49,99 a R$ 85,98 (72,0%). O levantamento também observou que há tablete de chocolate e caixa de bombons com diferenças de preços, respectivamente, entre 100,2% e 91,7%. Em relação ao ano de 2025, os tabletes de chocolate tiveram uma variação de 31,6% no preço.

Apesar dos valores, o varejo brasileiro projeta uma Páscoa de forte movimentação em 2026, com a expectativa de que 106,8 milhões de consumidores realizem compras para a data, conforme dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Esse volume representa um crescimento de 4,2 milhões de pessoas em relação a 2025, sendo que 65% dos brasileiros planejam ir às compras.

A pesquisa elaborada pelo Procon-SP também destaca valores de 162 produtos, entre eles azeites, bolos de Páscoa, caixa de bombons, pescados (congelados e in natura), e itens a granel (azeitonas e legumes).