Um estudo realizado pelo Centro de Estudos em Economia do Crime (CEEC) daFundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), com dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, apontou os modelos de motocicletas com mais ocorrências de roubos e furtos no estado de São Paulo no primeiro quadrimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
O modelo Honda/CG 160 Fanficou na primeira posição do ranking com 1.352 casos, mesmo sendo registrada uma redução de 27,5% nas ocorrências. O modelo Honda/CG 160 Titan teve uma alta de 14,2% com 965 ocorrências computadas; enquanto a Honda/CG 160 Start ficou com a terceira posição com 639 registros, uma queda de 12,9%. Em contrapartida, um crescimento estatístico expressivo de 106,9% foi apresentado pelo modelo Mottu/Sport 110I, que saltou de 87 para 180 ocorrências.
Total de ocorrências diminuiu
O período de janeiro a abril de 2026 apresentou redução na variação de ocorrências: uma queda de19,5%no total geral (reduzindo de 11.187 para 9.007 casos) verificada no primeiro quadrimestre, em relação ao mesmo período de 2025.
Os roubos de motos diminuíram 31,3%(caindo de 3.043 para 2.090 ocorrências), enquanto os furtos de motos reduziram 15,1%(recuando de 8.144 para 6.917). A queda foi considerada perceptível em todos os meses do período analisado.
Metodologia da pesquisa
O levantamento da Fecap é feito com base nos dados de boletins de ocorrência registrados em todas as delegacias do Estado de São Paulo. Os números apresentados sobre roubos e furtos de motocicletas representam uma estimativa baseada nos registros oficiais disponíveis e, portanto, são inferiores ao total real de ocorrências.
Isso ocorre porque, para garantir a qualidade e a confiabilidade das análises, a metodologia exclui registros sem identificação da placa do veículo, ocorrências duplicadas e cadastros que apresentam inconsistências ou erros de preenchimento.
Além disso, é importante considerar que parte dos roubos e furtos de motocicletas não é registrada pelas vítimas junto às autoridades policiais, fenômeno conhecido como subnotificação. Dessa forma, os dados divulgados não correspondem à totalidade dos crimes efetivamente ocorridos.
Apesar dessas limitações, a metodologia empregada assegura uma base de dados consistente e suficientemente robusta para a análise estatística e o acompanhamento das tendências da criminalidade ao longo do tempo. Assim, os resultados permitem identificar a evolução do fenômeno e subsidiar análises técnicas com elevado grau de confiabilidade.