Governo de SP tem plano de contingência e monitoramento para enfrentar El Niño

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) apresentou o plano estadual de contingência para o período de estiagem. Entre as ações estão um novo modelo de monitoramento hídrico com janela de análise ampliada para 15 anos e a expansão da Operação SP Sem Fogo para os municípios.

As medidas respondem às projeções da Defesa Civil de que São Paulo enfrentará um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos, com risco de incêndios elevado e previsão de chuvas graduais a partir de meados de agosto por influência do El Niño – fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

A Defesa Civil do Estado de São Paulo está em alerta para impactos que devem intensificar as temperaturas e o risco de incêndios em áreas de vegetação, além de aumentar a umidade e a incidência de chuvas graduais a partir de meados de agosto e setembro.

“É esperado que o inverno em São Paulo seja um dos mais intensos já registrados, apesar do início da estação ser marcado por tempo seco e massas de ar frio, a tendência é de aumento da umidade e das chuvas nos próximos meses”, explicou o meteorologista da Defesa Civil de São Paulo, William Mioto. Segundo ele, as regiões mais influenciadas pelo El Niño serão o sul e o leste do estado, incluindo a Região Metropolitana de São Paulo, o Vale do Ribeira e áreas próximas à divisa com o Paraná.

No âmbito da Operação SP Sem Fogo o Plano de Contingência para o período de estiagem do estado foca na gestão de riscos associados à escassez hídrica, baixa umidade relativa do ar e prevenção de incêndios florestais entre os meses de junho e outubro.