Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradores alemães desenvolveram uma inovação para a produção de vacinas. Para a vacina npjVaccines, o grupo apresentou a criação de uma “vacina inteligente” por meio de uma versão modificada geneticamente do vírus Chikungunya.
A vantagem dessa tecnologia é que o patógeno só consegue se replicar uma vez no organismo, o que faz com que o sistema seja treinado a ser imune a gerar anticorpos, sem apresentar riscos de causar a doença.
Segundo os pesquisadores, nos testes iniciais feitos em camundongos, uma única dose da formulação foi capaz de proteger os roedores. Os resultados também abrem caminho para a consolidação de uma nova plataforma vacinal, cuja base tecnológica poderá ser adaptada para o combate de outras doenças no futuro.
“Isso é importante, pois hoje temos uma vacina de vírus atenuado contra o Chikungunya que, após um período de suspensão, em 2025, voltou a ser aprovada pelo FDA [agência norte-americana que regula medicamentos], porém com restrições. Ela não é indicada para pessoas muito jovens, idosos, imunocomprometidos ou que têm algumas comorbidades [doenças associadas], pois pode gerar efeitos adversos”, comenta o pesquisador.